terça-feira, 12 de outubro de 2010

Aprender

Cá estou eu de volta, desta vez prometo ser mais regular nas minhas publicações.
Para dar seguimento ao meu sonho e para poder exercer em Portugal a actividade que escolhi, Business Coaching (conceito que aprofundarei oportunamente), tive a oportunidade de frequentar uma acção de formação intensiva de 11 dias, 16 horas por dia em Las Vegas, Estados Unidos da América.
Apenas um aparte, para quem tem dúvidas que os EUA continuam a ser o centro económico e financeiro do mundo. Assim vai continuar a ser, porque, quem vai dominar o mundo (economicamente falando) não é quem produz artigos baratos, alguns de alta tecnologia, à custa de baixos salários como a Índia ou a China. Na era da informação, quem vai dominar o mundo  é quem produz a informação, e não quem faz o hardware para a suportar. A título de exemplo, onde estão as grandes empresas produtoras de conteúdos,  Hollywood, Salt Lake City diz-vos alguma coisa? E então Microsoft, Google, Facebook, Apple só para falar das empresas mais conhecidas?
Voltando à vaca fria, foi uma formação fantástica, pelo ambiente de trabalho, pela multiculturalidade, pelo vendaval de informação (muita nova, outra já aprendida e que entretanto já tinha sido esquecida), enfim por tudo...
Como somos humanos e também o mundo dos negócios é feito essencialmente de relacionamentos, também neste aspecto foi extremamente enriquecedor. Neste momento tenho novos amigos em quase todos os continentes, mais concretamente nos EUA, Canadá, Reino Unido, França, África do Sul, Nova Zelândia e Austrália, se não me engano, só me faltam países da América do Sul e da Ásia.
Do muito que aprendi e recordei, há um BFO cujo anacronismo significa "Blinding Flash of the Obvious", que me assobia constantemente aos ouvidos, que me faz reflectir todos os dias e mudou a minha forma de agir e de ver as coisas. É a fórmula do Ter, que traduzindo por miúdos é: Ser X Fazer = Ter. Como é possível ter resultados diferente do que temos actualmente, se continuarmos a fazer o que sempre fizemos exactamente da mesma forma?
Claro que os resultados também continuarão a ser os mesmos! E qual solução? Claro fazer as coisas de forma diferente! A resposta é fácil, mas não é assim tão fácil a aplicação, não esquecer que aquilo que fazemos está fortemente condicionado por aquilo que somos, as nossas crenças, as nossas ideologias, a nossa educação, a nossa formação, etc.
A solução para este problema remete-me para o título deste artigo, APRENDER!  É obvio que não é um processo instantâneo, é preciso investir em nós próprios, ler livros, assistir a conferências, ver DVDs informativos, ouvir audiobooks, etc. Vivendo nós na era da informação, temos tudo à nossa disposição num estalar de dedos, não desperdicem esta oportunidade...
Eu também comecei a mudar a minha vida, para quem lia 1 livro por mês, geralmente um romance policial ou um triller, e passou a ler um livro por semana, geralmente sobre um tema técnico, que julgo necessitar de aprofundar melhor, faz diferença.
Sabem qual é o maior prazer desta caminhada que encetei? É a pessoa em que me estou a tornar, com consequência de tudo isto.
Só temos uma vida não a desperdice com futilidades!

Paulo Anjos

(Mentor de Negócios e Empresário)




terça-feira, 24 de agosto de 2010

Empreendorismo

Este é um bichinho que me mordeu desde os tempos da Universidade, criar o meu próprio negócio, ser dono do meu próprio destino, ter liberdade, criar alguma coisa, deixar uma pegada, uma marca, nesta breve passagem por este mundo.
Terminada a Universidade e começada a vida profissional, este sonho foi sendo posto de lado, em detrimento de outras obrigações e compromissos, embora nunca tenha sido completamente abandonado.
Recentemente a "mordidela" do dito bichinho, começou a dar um pouco mais de comichão e a causar algum ardor... Essa comichão e ardor foi reacendida, porque ao fazer um balanço, entre os sonhos e ojectivos versus realizações e concretizações, o saldo era claramente desfavorável, ou seja, os sonhos e objectivos eram dramáticamente maiores, do que as realizações.
Comecei a fazer este balanço algures pelo inico do ano 2009, e conclui que, devia algo a mim mesmo e àqueles que me amam. A conclusão a que cheguei é que não deveria ser menos do que o meu potencial me permite ser, ou pelo menos, deveria tentar ser no minimo aquilo que o meu potencial me permitia.
Após o fim da minha última experiência profissional, por sinal aquela que me permitiu ver com mais clareza, que estava longe daquilo que o meu potencial permitia, deparei-me com a opção de um entre dois caminhos, fazer o que sempre fiz, trabalhar para outros, implementar as suas estratégias e levá-las ao sucesso, sem daí retirar o mérito que era meu, ou criar o meu póprio projecto, definir o meu próprio rumo, deixar a minha pegada, cumprir os meus sonhos...
Decisão dificil esta, optar entre o certo e o incerto, saír da nossa zona de conforto, encarar os desafios de frente. Mas afinal o que é que nos faz crescer? Não é exactamente a segunda hipótese? Foi exacatamente a última que resolvi escolher. Estava em dívida comigo próprio há pelo menos 15 anos, e era agora ou nunca. Como é que eu conseguiria encarar-me ao espelho daqui a 20 anos, e perguntar a mim mesmo, como teria sido, se pelo menos tivesse tentado?
Afinal são estas decisões dificeis, que nos fazem crescer, porque fazem aumentar a nossa zona de conforto e nos permitem encarar desafios cada vez maiores.
Bem sei que a conjuntura não ajuda, que o país, a Europa, enfim o mundo estão em crise, mas também é nestas alturas que as grandes oportunidades nos surgem pela frente, e o comboio não passa segunda vez.
Tenho todos os condimentos, para que as coisas corram bem, os conhecimentos, a experiência, a ambição e a atitude certa (comprometimento a 100%) e o tal nó de incerteza, no estomago, que me diz que tomei a decisão certa. O balanço fica para depois, até porque o meu projecto ainda  é uma crinça espantada com o mundo que a rodeia...

Paulo Anjos

(Mentor de Negócios e Empresário)