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quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Sente que perdeu o rumo ao seu negócio?

Como empresário, algumas das suas funções fundamentais são:

-Treinar e acompanhar equipas 
-Planear 
-Estabelecer objectivos 
-Recrutar 
-Formar 
-Criar 
-Gerir 


E será que está a conseguir desenvolver todas estas tarefas de maneira a fazer crescer e desenvolver o seu negócio?

Uma competência crítica necessária para o seu sucesso como empresário é a capacidade de se avaliar nos seguintes tópicos: 



- Progresso no desenvolvimento pessoal 

- Atitudes 




- Competências


Todos sabemos que o tempo até ao final do ano vai voar e a forma como enfrentar os próximos meses contribuirá para realizar ou não os seus objectivos e para o sucesso da sua empresa. Vale a pena pensar nisto... 

Na AddImpact realizamos uma Sessão de Diagnóstico ao Negócio totalmente gratuita que lhe dá a imagem exacta do estado do seu negócio neste momento. Trata-se de um questionário com 100 perguntas e demora cerca de 10-20 minutos a preencher. Irá fornecer-lhe uma visão profunda e exacta das áreas do seu negócio que precisa melhorar. Para responder rapidamente a este questionário, clique aqui e entraremos em contacto consigo assim que recebermos as suas respostas. Poderá ainda deixar os seus contactos e saber mais sobre o nosso trabalho.
Não perca esta oportunidade de ver aumentar a performance da sua empresa já este ano!

Paulo Anjos

(Mentor de Negócios e Empresário)

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Sucesso ou insucesso, qual o segredo?

Quando olhamos para alguém com grande sucesso na sua vida pessoal, profissional e empresarial, a primeira ideia que geralmente nos ocorre é de que se trata de alguém extraordinário, capaz de feitos igualmente extraordinários.
A realidade não é bem assim, geralmente o que determina o nosso sucesso ou insucesso, não é um feito pontual ou isolado, mas sim, uma sucessão regular e consistente de acções que vão ocorrendo ao longo das nossas vidas e que, uma vez somadas, produzem um excelente resultado ou, em contraponto, um tremendo fracasso. Recentemente, encontrei uma designação que ilustra e descreve perfeitamente este conceito, e que se pode designar como “Efeito Composto”.

Citando Warren Buffet, um dos homens mais ricos do mundo e igualmente um dos investidores de maior sucesso, “Nos negócios não é preciso fazer coisas extraordinárias para ter resultados extraordinários”, os resultados extraordinários são o resultado da soma de hábitos “saudáveis” que vamos repetindo ao longo do tempo e que, uma vez somados, produzem um resultado extraordinário.
Subjacente à noção de “Efeito Composto” está um dos mais importantes mecanismos de protecção da natureza, mecanismo esse que impede que o mínimo erro que cometamos nos seja fatal. Imaginem o que seria se não tivéssemos qualquer margem para errar e que cada acção tomada era uma autentica roleta russa, ou seja, ou se morria ou se sobrevivia. Nestas condições nem consigo imaginar como seriam as nossas vidas, mas muito provavelmente a nossa espécie neste momento já estaria extinta. Este mecanismo de protecção é de facto fantástico, mas também produz alguns efeitos que podem ser perversos, se não estivermos atentos aos sinais que a vida nos vai dando, sinais esses que nos permitem ir aferindo se estamos a ir no caminho correcto ou errado. Em último caso, poderemos chegar a um destino que não era o esperado, nem o desejado.
Para que tudo fique mais claro, passo a mencionar alguns exemplos que permitem entender melhor o conceito de “Efeito Composto”.
 Na nossa vida pessoal:
Se, por exemplo, uma pessoa mantiver exactamente o mesmo estilo de vida e passar a ingerir diariamente mais 150 calorias do que actualmente, esse novo hábito, no curto prazo pode parecer insignificante, mas num prazo de 3 anos poderá representar vários quilos a mais, face ao seu peso actual. Ao invés, se essa mesma pessoa passar a ingerir diariamente menos 150 calorias do que actualmente, esse novo hábito no curto prazo poderá parecer igualmente insignificante, mas num prazo de 3 anos poderá representar vários quilos a menos, face ao seu peso actual.        

Na nossa vida profissional:
Se, por exemplo, uma pessoa que dedica 2 ou 3 horas diárias a ver noticiosos televisivos, a navegar na internet, em chats, facebook, etc., passar a dedicar uma parte desse tempo, por exemplo, uma hora à leitura de um bom livro que a ajude a melhorar os seus conhecimentos profissionais, outra hora a dedicar à família, provavelmente no curto prazo não vai sentir qualquer alteração na sua vida, mas no espaço de 2 ou 3 anos, a sua forma de trabalhar, resolver e encarar os problemas terá sofrido alterações importantes, tornando-a num activo muito mais valioso e naturalmente mais bem pago. A tal promoção que há tanto tempo desejava poderá, enfim, surgir. Simultaneamente, deixará de estar tão contagiado pelo pessimismo que as notícias trazem acopladas e o tempo dedicado à família terá retornos inimagináveis.
Citando Jim Rohn,´célebre pensador Norte-Americano e especialista em desenvolvimento pessoal, "O maior valor da vida não é o que você obtém. O maior valor da vida é em quem você se torna."
Na nossa vida empresarial:
Se, por exemplo, um empresário passar a telefonar a dez clientes ou potenciais clientes importantes por semana, no curto prazo pode não parecer muito, mas o efeito acumulado é esmagador. Passaria a representar mais 520 novos contactos por ano e 1.560 novos contactos ao fim de 3 anos. Imaginemos que apenas 5% desses contactos dariam origem a um novo contrato, ou a uma nova venda de, por exemplo €12.000, poderíamos estar a falar num acréscimo do volume de negócios de €936.000 ao fim dos três anos. Qual é o empresário que desprezaria números destes?
Citando Ápio Cláudio, Censor Romano (Século III A.C.) " Cada um é criador do seu próprio destino."
O segredo do sucesso ou insucesso está obviamente no somatório das nossas acções ao longo da vida, mas também no facto de mais de 90% das pessoas desconhecerem a noção de “Efeito Composto” e passarem pela vida de uma forma aleatória, não tendo noção das consequências das decisões tomadas e das acções que vão repetindo ao longo do tempo. Apenas um pequena percentagem das pessoas tem noção de “Efeito Composto” e a aplica de uma forma consciente nas suas vidas e nos seus negócios. São essas pessoas que nós apelidamos de pessoas de sucesso.
Agora que tem acesso a esta informação preciosa, a escolha é sua!
Paulo Anjos
(Mentor de Negócios e Empresário)   


quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Mentoring e Consultoria - Duas atitudes diferentes…


O Consultor “dá o peixe” enquanto o Mentor “ensina a pescar”!

A missão do Mentor é alinhar-se com as metas que o executivo ou empresário quer atingir e fazer com que este se comprometa, em especial perante si próprio, a consegui-las. Orienta o Cliente na expansão das suas crenças, do seu poder interno, e treina-o nos novos comportamentos para a conquista dos seus objectivos.
                                

Mentor possui a capacidade e habilidade de administrar mudanças, de controlar o stress de maneira positiva, de potenciar a eficiência no trabalho em equipas… além de grande capacidade de resolução de conflitos. Tudo isto para o aumento da capacidade de liderança do Cliente, da produtividade e dos lucros, e ainda da qualidade do ambiente de trabalho





O foco da interacção entre o Mentor e o Cliente está nas possibilidades futuras dos negócios deste e nas formas como transformá-las em realidade.

O Mentoring é um processo estruturado e focado em acções, para ajudar a pessoa a progredir em direcção às suas metas mais importantes, conquistar os seus objectivos e criar a sua versão de vida (pessoal e profissional) ideal, através de:

·         Investigação, avaliação e reflexão;

·         Descoberta pessoal de pontos fracos e qualidades;

·         Aumento da capacidade de responsabilizar-se pela própria vida e carreira;

·         Foco em objectivos estabelecidos;

·         Feedback e apoio constante do Mentor.

O Coaching funciona também, para aumentar as competências do executivo ou empresário, para que ele se torne um líder mais efectivo e com inteligência emocional mais desenvolvida.





Através de processos de avaliação rápida e estruturada – assessments – o Mentor obtém informações relevantes sobre valores, qualidades, capacidade de lidar com stress, liderança, comunicação, áreas que necessitam de maior desenvolvimento, e com base nisso, identifica os domínios que precisam de ser mais treinados, de maneira a gerar maior eficácia na vida profissional, além de equilíbrio pessoal, com o intuito do Cliente alcançar os seus objectivos.






Gradualmente, as acções e comportamentos específicos são agendados e treinados, para que o Cliente domine as competências necessárias, agregando valor ao seu estilo de liderança. O processo gera mais escolhas de comportamento e maior tomada de responsabilidade do Cliente, pela criação da sua realidade pretendida.

As pessoas que passaram pelo processo de Coaching após o treino, conseguiram implementar e manter os novos conhecimentos. Com o Coaching, as pessoas passaram pela curva da aprendizagem, consolidaram o que foi apreendido e atingiram melhores resultados do que os alcançados antes do treino. A pessoa redescobre a sua grandeza, as suas potencialidades, as suas forças e torna-se o agente responsável pela criação da vida que deseja, com resultados extraordinários.


A Consultoria aponta processos ineficientes ou ineficazes e sugere soluções.

Segundo Peter Block (1991), ”o consultor é uma pessoa que, por habilidade, atitude e posição, tem o poder de influência sobre pessoas, grupos e organizações, mas não tem poder directo para produzir mudanças ou programas de implementação”.

Os Consultores colocam ao serviço dos seus clientes soluções, estratégias e processos para adquirirem capacidade competitiva, expandir a sua actividade para outros mercados e tirar proveito das novas tecnologias. A Consultoria tem por objectivo diagnosticar situações e dar soluções optimizadas que respeitem, além dos investimentos já realizados, os valores culturais e tecnológicos de cada instituição. São desenvolvidos estudos, avaliando-se as necessidades actuais e futuras do cliente e elaborados projectos personalizados que definem a arquitectura de sistema e de todos os componentes da solução a ser adoptada.

O Consultor escreve relatórios! Dá as respostas! É um especialista na matéria! Faz o trabalho até ao relatório. E parte para outro projecto.

A Consultoria é, basicamente, uma actividade profissional de diagnóstico e formulação de soluções acerca de um assunto ou especialidade. 

Sinteticamente, o Mentor distingue-se do Consultor da seguinte forma:  

CONSULTOR
Mentor
Olha para o passado
Olha para o futuro
Repara
Cria
Reactivo
Pró-activo
"Dá o Peixe"
"Ensina a pescar"
Pergunta “o quê”
Pergunta “porquê”
Respostas
Questões
Olha para o problema
Descobre Opções
Escreve Relatórios
Encontra Resultados
Aspectos técnicos
Aspectos de atitude
Especialista
Generalista
Diz como é
Educa
Colide
Inspira
Sabe
Ensina
Conhecimento
Curiosidade
Acomoda-se
Estimula
Trabalha no negócio
Trabalha O negócio
Arranjos de curto prazo
Mudanças de longo prazo
Factura o tempo gasto
Factura de acordo com os resultados

O trabalho conjunto com o Mentor potencia as capacidades do empresário ou executivo e da sua equipa.
Se o seu desejo é potenciar a sua performance enquanto empresário e, paralelamente elevar os resultados da sua empresa para outro patamar, não hesite em contactar-me através do telem. 969 061 513 ou pauloanjos@addimpact.
Tenho a plena convicção de que o(a) posso ajudar.
Paulo Anjos
(Mentor de Negócios e Empresário)

domingo, 17 de julho de 2011

A Missão Organizacional

A missão é o caminho que escolhemos trilhar, e que que nos permita atingir a nossa visão (a tal meta almejada, o Cume de Dante ou o Monte Olimpo).
A missão é uma declaração ampla e duradoura dos propósitos de uma organização, o que permite que esta se distinga das demais, possibilitando que esta posicione as sua operações no espaço delimitado que esta pretende ocupar no seu mercado de actuação.

Um dos grandes gurus da economia mundial, Peter Drucker, fala da importância da Missão de uma Empresa, de uma forma inequívoca e perfeitamente ilustrativa da sua importância:
“A empresa não se define pelo seu nome, estatuto ou produto que faz, ela define-se pela sua missão. Somente uma definição clara da missão, a razão de existir da organização, torna possível, claro e realista os objectivos da empresa”.
A missão serve de elemento base e orientador na definição do Planeamento Estratégico e tem carácter permanente, uma vez que é esta que ajuda a traçar a rota para alcançara a Visão. A missão juntamente com a visão, se forem públicos e conhecidos de todos, servem igualmente de elemento agregador de todos os stakeholders da organização (Management, Fornecedores, Clientes, Colaboradores, Accionistas, Estado, Sociedade, etc.)
A missão de uma organização deve ser única e mobilizadora. Existem muitos exemplos de organizações que têm uma Missão que é destinada ao público externo e tem conotação publicitária – é denominada “Missão Declarada” ou Institucional, existindo em muitos casos e em simultâneo uma “Missão Operacional”, mais detalhada e destinada ao público interno da empresa.

Existem modelos de construção da missão segundo alguns autores, porém as variações são pequenas seguindo um padrão orientador, começando sempre com um verbo de acção no infinitivo, além dos seguintes componentes:
• Objectivos (o quê), Finalidade (visando o quê);
• Áreas de negócio;
• Princípios e Valores;
• Referência aos Stakeholders (Accionistas, Clientes, Sociedade, Colaboradoes...)

Toda missão deve causar impacto, ser comunicativa, mnemónica, focalizada nos clientes e não nos produtos, contemplar as competências centrais, ser autêntica, assertiva e factível, deve orientar permanentemente o caminho.

Diferenças entre Missão e Visão
• A Visão é o que se sonha para o negócio, enquanto a Missão identifica o negócio;
• A Visão diz para onde vamos, enquanto a Missão, onde estamos;
• A Visão é o “passaporte” para o futuro, enquanto a Missão é a “carteira de identidade” da instituição;
• A Missão energiza a empresa, enquanto a Visão dá rumo a ela;
• A Visão é inspiradora, enquanto a Missão é motivadora.

A sua empresa tem uma declaração de Visão e Missão, com as características acima enunciadas?
Se a sua resposta é não, provavelmente esta é uma das razões pela qual a sua empresa não está no rumo certo. Neste caso necessita do apoio de um Business Coach que o ajudará a concretizar este e outros objectivos, na construção de um negócio de sucesso.
Contacte Paulo Anjos, Mentor de Empresários e Gestores  em www.addimpact.pt ou em pauloanjos@addimpact.pt para obter mais informações sobre como construir um negócio de sucesso. Peça a uma sessão de diagnóstico e aconselhamento gratuita, terei todo o prazer em ajuda-lo(a).

Paulo Anjos
 
(Mentor de Negócios e Empresário)

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Visão

Numa perspectiva empresarial, a Visão é a meta suprema que queremos alcançar, ou aquilo que pretendemos atingir, quando a construção do nosso negócio estiver concluída, é como que o Monte Olimpo, ou o cume de Dante do nosso empreendimento.
A Visão deverá ter um horizonte temporal de 100 anos, e de uma forma muito simples deverá dar resposta a uma pergunta também ela muito simples, mas nem sempre de resposta fácil: Como é que eu gostaria que a minha empresa fosse, daqui a 100 anos?  ou, Como é que eu gostaria que a minha empresa fosse, quando esta estivesse pronta?
Esta meta deverá ter o seu quê de inatingível, claro está na dose certa, mas ter simultaneamente também, o seu quê de motivador. Há quem identifique a Visão, como o legado que queremos deixar para as gerações futuras. Como gostaríamos de ficar conhecidos no dia em que já não estivéssemos presentes fisicamente nesta dimensão.

Claro está que se um dia alcançarmos a nossa Visão, deveremos ter a flexibilidade de a redefinir, ou fixar uma outra, para que o processo de crescimento não pare. De acordo com uma das leis na natureza, o que não cresce, morre.

A existência de uma Visão, com as características acima referidas, só tem valor, quando para além de existir, estiver escrita e for conhecida dos meus colaboradores e parceiros, só assim terá o efeito motivador e mobilizador que se pretende. A partir do memento que este primeiro pressuposto é cumprido, todas as nossas acções passam a ser norteadas para atingir a Visão. A construção do nosso negócio, passa a ser  orientada pela nossa visão e quanto mais clara e inspiradora esta for, mais consistente será o percurso para a atingir, e mais sólida será a minha edificação.

Para ilustrar este tema, e para demonstrar quão poderosa poderá ser uma Visão, e que resultados práticos poderão ter, costumo dar dois exemplos, um deles internacional o da sobejamente conhecida IBM, e um mais próximo de nós, o da portuguesíssima YDREAMS apesar do nome, mas até o nome ser em língua inglesa já tinha a ideia de internacionalização por detrás. Tanto numa como noutra, os seus criadores, quando as ciaram já tinham a clara Visão de como queriam que as respectivas empresas fossem, quando atingissem o seu grau de maturidade. Por exemplo a YDREAMS, demorou 8 meses a iniciar as operações, e quando as iniciou, já tinha o organograma definido, para quando esta já estivesse presente em vários países e mercados.
Não ter uma Visão do nosso negócio, é como estar no meio o Oceano, sem saber onde estamos, e pior do que tudo, sem saber para onde queremos ir.


O seu negócio assemelhe-se ao cenário desta minha última frase? Então é tempo de agir, uma vez que, ficamos vulneráveis a ventos e marés, os mantimentos acabam depressa, e tanto nós, como os nossos marinheiros acabam por morrer à fome ...

Paulo Anjos
 
(Mentor de Negócios e Empresário)
   

domingo, 12 de dezembro de 2010

Controlo, o primeiro passo na edificação de uma empresa.

Na construção de um edifício, fundações fortes e sólidas, são uma premissa fundamental, uma vez que, é sobre elas que tudo vai assentar. Não é possível efectuar uma construção que se pretenda durável e resistente, sem que estas existam. Se não tivermos em consideração o peso que sobre ele queremos colocar, o tipo de terreno em que estamos a edificar, ou os fenómenos naturais a que estaremos sujeitos, ventos, tempestades ou eventuais sismos, tudo ruirá ao mínimo abanão.
Quando pensamos em criar ou reestrutura uma empresa ou um negócio, deveremos pensar exactamente da mesma forma. Se as fundações não forem suficientemente resistentes, dificilmente a nossa empresa resistirá às intempéries (no mundo empresarial estas serão mais frequentes e potencialmente devastadoras, do que aquelas com que que a natureza nos vais fustigando), ao peso da estrutura que sobre elas queremos colocar. É essa fundamentalmente a razão pela qual, deveremos imaginar como será a nossa empresa, quando esta estiver concluída, projectando as suas fundações em função da dimensão que queremos alcançar. Como exemplos desta forma de planeamento, temos a sobejamente conhecida IBM e a portuguesíssima YDREANS, nenhuma delas se lançou no mercado, sem pensar e criar uma estrutura que lhes permitisse atingir a dimensão que têm hoje em dia. Um exemplo muito concreto desta forma de pensar e planear é, definir o organograma que a empresa terá, quando esta estiver concluída. Já imaginou um engenheiro civil, a meio da edificação lembra-se que pretende construir mais uma série de pisos e ter de vir aos alicerces a reforça-los? Pois na edificação ou restruturação de uma empresa passa-se algo de semelhante, se a meio da construção tivermos de frequentemente reforçar ou reformular os alicerces, estaremos a perder, eficácia, tempo, e a desperdiçar recursos, demorando muito mais tempo a ter o edifício concluído. Muito provavelmente a empresa, nunca terá a solidez que teria, caso tivesse sido planeada desta forma, desde o início.
Os alicerces de uma empresa, aos quais chamamos de Controlo, têm quatro colunas, ou estacas fundamentais, e que são Controlo do Destino, Controlo do Tempo, Controlo da Distribuição e Controlo Financeiro.

Dada a sua importância, abordarei posteriormente, e com mais pormenor cada uma delas, até porque cada uma delas merece um artigo próprio.

Paulo Anjos

(Mentor de Negócios e Empresário)

terça-feira, 26 de outubro de 2010

O Sistema de Activação Reticular (SAR)

Tecnicamente falando o SAR é um mecanismo que temos no cérebro responsável pela filtragem das informações que percebemos conscientemente. A cada instante o cérebro é bombardeado por milhões de estímulos sensoriais, mas conscientemente só percebemos uma pequena fracção destes estímulos, pois (conscientemente) não conseguimos processá-los simultaneamente na sua totalidade. Então, a função do Sistema de Activação Reticular é filtrar estes dados trazendo à nossa consciência apenas aqueles que são relevantes em cada momento.

Numa linguagem mais simples, trata-se da bússola que temos no nosso cérebro e que permite trazer para o consciente uma parte da informação que está no nosso subconsciente. O nosso cérebro é como um míssil teleguiado, quando define um alvo só descansa quando o atinge.  

Quantas vezes já aconteceu consigo, comprar um determinado modelo de automóvel, de determinada cor, e de repente, parece que toda a gente resolveu comprar um igual, e começa a ver dezenas deles na estrada? Não é nada mais, nada menos do que o nosso Sistema de Activação Reticular a funcionar, e que faz com que o seu consciente passe a estar atento á passagem desses automóveis.

Recentemente apercebi-me da forma poderosa como funciona, da primeira vez foi quando decidi tornar-me empresário, e não sabia muito bem o que fazer, que tipo de negócio, em que ramo de actividade...demorou alguns meses, mas essa oportunidade bateu-me á porta, porque respondi a um anúncio, anúncio esse que provavelmente nem sequer teria visto, caso a minha "bússola cerebral" não estivesse inconscientemente à procura. A segunda vez aconteceu, quando o meu projecto de investimento foi chumbado pelo banco (aliás já era de esperar com situação económico financeira que atravessamos), se eu não fosse persistente e o meu SAR não estivesse á procura de uma alternativa, provavelmente teria "morrido na praia" sem verdadeiramente começar a minha aventura.

Não é á toa que os grandes especialistas em desenvolvimento pessoal e os grandes gurus da Gestão defendem a importância de traçar objectivos (curto, médio e longo prazo) escreve-los e tê-los sempre visíveis.

Tanto na vida pessoal,  profissional ou no mundo dos negócios, planei, trace objectivos, escreva-os  e tenha-os sempre visíveis, e verá como o seu cérebro é uma arma poderosa, mostrando-lhe a rota ajudando-o a corrigir os desvios, só descansando quando estes são atingidos.

Paulo Anjos

(Mentor de Negócio e Empresário)

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Aprender

Cá estou eu de volta, desta vez prometo ser mais regular nas minhas publicações.
Para dar seguimento ao meu sonho e para poder exercer em Portugal a actividade que escolhi, Business Coaching (conceito que aprofundarei oportunamente), tive a oportunidade de frequentar uma acção de formação intensiva de 11 dias, 16 horas por dia em Las Vegas, Estados Unidos da América.
Apenas um aparte, para quem tem dúvidas que os EUA continuam a ser o centro económico e financeiro do mundo. Assim vai continuar a ser, porque, quem vai dominar o mundo (economicamente falando) não é quem produz artigos baratos, alguns de alta tecnologia, à custa de baixos salários como a Índia ou a China. Na era da informação, quem vai dominar o mundo  é quem produz a informação, e não quem faz o hardware para a suportar. A título de exemplo, onde estão as grandes empresas produtoras de conteúdos,  Hollywood, Salt Lake City diz-vos alguma coisa? E então Microsoft, Google, Facebook, Apple só para falar das empresas mais conhecidas?
Voltando à vaca fria, foi uma formação fantástica, pelo ambiente de trabalho, pela multiculturalidade, pelo vendaval de informação (muita nova, outra já aprendida e que entretanto já tinha sido esquecida), enfim por tudo...
Como somos humanos e também o mundo dos negócios é feito essencialmente de relacionamentos, também neste aspecto foi extremamente enriquecedor. Neste momento tenho novos amigos em quase todos os continentes, mais concretamente nos EUA, Canadá, Reino Unido, França, África do Sul, Nova Zelândia e Austrália, se não me engano, só me faltam países da América do Sul e da Ásia.
Do muito que aprendi e recordei, há um BFO cujo anacronismo significa "Blinding Flash of the Obvious", que me assobia constantemente aos ouvidos, que me faz reflectir todos os dias e mudou a minha forma de agir e de ver as coisas. É a fórmula do Ter, que traduzindo por miúdos é: Ser X Fazer = Ter. Como é possível ter resultados diferente do que temos actualmente, se continuarmos a fazer o que sempre fizemos exactamente da mesma forma?
Claro que os resultados também continuarão a ser os mesmos! E qual solução? Claro fazer as coisas de forma diferente! A resposta é fácil, mas não é assim tão fácil a aplicação, não esquecer que aquilo que fazemos está fortemente condicionado por aquilo que somos, as nossas crenças, as nossas ideologias, a nossa educação, a nossa formação, etc.
A solução para este problema remete-me para o título deste artigo, APRENDER!  É obvio que não é um processo instantâneo, é preciso investir em nós próprios, ler livros, assistir a conferências, ver DVDs informativos, ouvir audiobooks, etc. Vivendo nós na era da informação, temos tudo à nossa disposição num estalar de dedos, não desperdicem esta oportunidade...
Eu também comecei a mudar a minha vida, para quem lia 1 livro por mês, geralmente um romance policial ou um triller, e passou a ler um livro por semana, geralmente sobre um tema técnico, que julgo necessitar de aprofundar melhor, faz diferença.
Sabem qual é o maior prazer desta caminhada que encetei? É a pessoa em que me estou a tornar, com consequência de tudo isto.
Só temos uma vida não a desperdice com futilidades!

Paulo Anjos

(Mentor de Negócios e Empresário)




terça-feira, 24 de agosto de 2010

Empreendorismo

Este é um bichinho que me mordeu desde os tempos da Universidade, criar o meu próprio negócio, ser dono do meu próprio destino, ter liberdade, criar alguma coisa, deixar uma pegada, uma marca, nesta breve passagem por este mundo.
Terminada a Universidade e começada a vida profissional, este sonho foi sendo posto de lado, em detrimento de outras obrigações e compromissos, embora nunca tenha sido completamente abandonado.
Recentemente a "mordidela" do dito bichinho, começou a dar um pouco mais de comichão e a causar algum ardor... Essa comichão e ardor foi reacendida, porque ao fazer um balanço, entre os sonhos e ojectivos versus realizações e concretizações, o saldo era claramente desfavorável, ou seja, os sonhos e objectivos eram dramáticamente maiores, do que as realizações.
Comecei a fazer este balanço algures pelo inico do ano 2009, e conclui que, devia algo a mim mesmo e àqueles que me amam. A conclusão a que cheguei é que não deveria ser menos do que o meu potencial me permite ser, ou pelo menos, deveria tentar ser no minimo aquilo que o meu potencial me permitia.
Após o fim da minha última experiência profissional, por sinal aquela que me permitiu ver com mais clareza, que estava longe daquilo que o meu potencial permitia, deparei-me com a opção de um entre dois caminhos, fazer o que sempre fiz, trabalhar para outros, implementar as suas estratégias e levá-las ao sucesso, sem daí retirar o mérito que era meu, ou criar o meu póprio projecto, definir o meu próprio rumo, deixar a minha pegada, cumprir os meus sonhos...
Decisão dificil esta, optar entre o certo e o incerto, saír da nossa zona de conforto, encarar os desafios de frente. Mas afinal o que é que nos faz crescer? Não é exactamente a segunda hipótese? Foi exacatamente a última que resolvi escolher. Estava em dívida comigo próprio há pelo menos 15 anos, e era agora ou nunca. Como é que eu conseguiria encarar-me ao espelho daqui a 20 anos, e perguntar a mim mesmo, como teria sido, se pelo menos tivesse tentado?
Afinal são estas decisões dificeis, que nos fazem crescer, porque fazem aumentar a nossa zona de conforto e nos permitem encarar desafios cada vez maiores.
Bem sei que a conjuntura não ajuda, que o país, a Europa, enfim o mundo estão em crise, mas também é nestas alturas que as grandes oportunidades nos surgem pela frente, e o comboio não passa segunda vez.
Tenho todos os condimentos, para que as coisas corram bem, os conhecimentos, a experiência, a ambição e a atitude certa (comprometimento a 100%) e o tal nó de incerteza, no estomago, que me diz que tomei a decisão certa. O balanço fica para depois, até porque o meu projecto ainda  é uma crinça espantada com o mundo que a rodeia...

Paulo Anjos

(Mentor de Negócios e Empresário)